Amar pessoas, administrar bens

Nesses dois últimos domingos somos convidados a reconhecer a relatividade dos bens materiais em nossa vida. Reconhecer sua relatividade não é o mesmo que negar sua importância.

É como se o Evangelho nos ensinasse: os bens são necessários, podem facilitar muitas coisas para nós, mas não deixe que seu coração se prenda a eles... O Evangelho não nos ensina a desprezar os bens, até porque até mesmo o alimento, imagem mais fundamental dos bens, nós o tomamos após rezar agradecendo porque é um dom precioso.


Onde está o teu coração? Aí estará teu tesouro.

Os bens se acumulam, se perdem, causam alegria, provocam inveja, mas não passam de seres sem vida e que nem podem garantir a vida. Por isso, prender nosso coração neles é loucura. Não tem sentido.

O Evangelho de Lucas (capítulo 12,34) pode deixar para nós algo ainda mais válido: que nossos bens ocupem nossa cabeça, mas não nosso coração. Entendam a metáfora! Os bens precisam ser administrados, cuidados, respeitados. Mas amar somente as pessoas são dignas de verbo tão importante.

Quem aprende a governar seus bens consegue amar seus semelhantes. Quem é governado por seus bens termina machucando seus semelhantes. Onde está o tesouro aí está o coração e todas as nossas outras forças...

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