FAKENEWS JÁ NOS TEMPOS BÍBLICOS



Adão e Eva e a primeira fakenews

Fakenews é uma palavra estrangeira, inglesa, que parece da última moda, mas é tão velha quanto o primeiro pecado... Sim, Adão e Eva caíram na fakenews da serpente (cf. Gn 3,5) ao provarem o fruto proibido.


Eles não se tornaram como deuses,

mas apenas perceberam que dependiam radicalmente do Deus que tinham desobedecido.

O salmista (Sl 12/11) já experimentava o risco que era viver entre os mentirosos e exclamava: Socorro, Iahweh! Não há mais homem fiel! Cada qual mente ao seu próximo, falando com lábios fluentes e duplo coração.


Isso mesmo: espalhar fakenews é contar mentira, e assim prejudica-se o próximo e torna a convivência impossível. O salmista faz um pedido desconcertante, mas prático: Corte Iahweh todos os lábios fluentes e a língua que profere grandezas, os que dizem: “A língua é nossa força: nossos lábios nos defendem, quem seria nosso mestre?”


Nos tempos bíblicos o instrumento da mentira eram somente os lábios, hoje temos o teclado, o celular, a internet e as redes sociais. Mas o que não podemos esquecer é que toda fakenews é atentado contra o oitavo mandamento; é pecado contra a verdade.

As várias formas de mentir

O Catecismo da Igreja Católica (CIC nº 2475-2487) apresenta todas as maquiagens da mentira com uma lista grande de ofensas à verdade:

  • falso testemunho,

  • perjúrio,

  • juízo temerário,

  • maledicência,

  • calúnia,

  • adulação,

  • fanfarronice

  • e ironia.