ABORTO: A NOVA BACIA DE PILATOS PARA A PAZ

Tópicos do artigo

  • Cultura de morte, falta de lucidez, falta de empatia

  • Por que o aborto é a bacia de Pilatos?

  • Um convite à reflexão

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Olha o tema do aborto se reacendendo novamente em nosso país!


Cultura de morte, falta de lucidez, falta de empatia

O aborto é um assunto espinhoso, mas ele é o fruto amargo de uma árvore de morte, a cultura de morte tão denunciada por são João Paulo II (cf. Evangelium vitae) e enfrentada por santa Madre Teresa de Calcutá. Aliás, talvez nosso tempo seja carente da lucidez desse grande santo e da empatia dessa grande santa. E é assim que o tema do aborto ganha destaque: quando faltam a lucidez e a empatia.


A falta de lucidez observamos quando o problema é apresentado como gestante contra nascituro. Aí toda a discussão gira em torno de quem tem mais direito que o outro? A vida de quem iremos preservar?


A falta de empatia, ou a empatia seletiva – que também é falta de empatia em sentido pleno, aparece no momento que uma vítima é chamada de assassina, uma vítima torturada por um longo tempo dentro do ambiente que deveria ser seu lar...


Por que o aborto é a bacia de Pilatos?

Há muito mais para se discutir do que o aborto. Mas para ambos os lados o aborto é como a bacia de Pilatos com a qual ele pode se sentir em paz (cf. Mt 26, 11ss). Eu explico:

Aqueles que encontram no aborto a solução ou mal menor, os pro-choice, resolvem a cultura da violência contra o mais fraco fazendo violência ao ainda mais fraco!


Com o aborto nessas situações, não precisamos construir uma sociedade que saiba respeitar a mulher, preservá-la na sua integridade física, emocional e social, não precisamos dar condições justa para que mulheres mães possam também progredir na sociedade.


Há uma gravidez por consequência de violência? Há uma gravidez que coloca em risco a ascensão social da mulher? Há uma gravidez que pode atrapalhar sua vida profissional? Simples: lavemos as mãos e que ela aborte. Tudo continuará como está, mas deixamos que ela sozinha, desamparada pela sociedade tome “a direção de sua vida”.